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BH cento e vinte anos: Fotografia e Patrimônio

  • Foto do escritor: Beatriz Goulart
    Beatriz Goulart
  • 6 de mai.
  • 3 min de leitura

A partir de hoje, o Circuito da Fotografia e do Patrimônio Cultural dedica uma semana à memória da evolução arquitetônica e sociopolítica de Minas Gerais


Grupo de pessoas vestidas com calças vermelhas, camisas azuis e chapéus coloridos em frente a uma casa de barro, sob um céu azul com nuvens.
Tradição do dia de Santo Reis / MG (Foto: RataoDiniz)

Uma semana dedicada à imagem e à memória. Essa é a proposta do Circuito da Fotografia e do Patrimônio Cultural, de 16 a 20 de agosto, quando uma grande programação ocupará a Praça da Liberdade e os equipamentos culturais do Circuito. As atividades integram as comemorações do dia 17, dia nacional do Patrimônio Histórico, juntamente com a 6ª Jornada do Patrimônio Cultural de Minas Gerais que conta com a participação de 640 municípios, e festeja ainda o 19 de agosto, dia internacional da Fotografia.


A mostra é um recorte sobre a evolução arquitetônica e sociopolítica de Minas Gerais, a partir de Belo Horizonte, Mariana e Ouro Preto. Exposições, oficinas, feira de publicações, Duelo de MCs, rodas de conversa estão programados para o evento. No sábado, haverá a edição do ciclo de palestra Foto em Pauta, que trará a fotógrafa paraense Elza Lima e sua obra dedicada ao cotidiano da Amazônia, entre várias outras atividades.


“É uma iniciativa que busca o protagonismo das comunidades na identificação e preservação de seus bens patrimoniais, para fortalecer sua identidade e memória, elementos fundamentais na construção do seu presente e seu futuro. A preservação do patrimônio cultural apresenta hoje reflexos não só na vida econômica das comunidades, geração de empregos e renda, como também na qualidade de vida dos centros urbanos”, diz o diretor de promoção do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, Iepha MG, Fernando Pimenta Marques.


A Jornada do Patrimônio Cultural de Minas teve sua inspiração na experiência das Journées du Patrimoine. Criado na França em 1984, o evento se consolidou por marcar, de forma nacional e anualmente, um final de semana de mobilização popular em torno da valorização e preservação do patrimônio francês.


Instituições públicas e privadas, grupos, coletivos, artistas e pensadores do Brasil e da América Latina foram convidados para apresentar ao público diversas formas de interação entre as duas áreas. “A proposta deste encontro entre patrimônio e fotografia é olhar a produção fotográfica para além de seu realismo […] e compreender a fotografia como produção cultural, documento, acervo, patrimônio cultural”, afirma a presidente do Iepha-MG, Michele Arroyo.”


Rua da Bahia

A abertura, hoje, terá a presença de duas instituições latinas de expressão dedicadas à preservação de acervos e difusão da fotografia: o Instituto Moreira Salles (IMS) e o Centro de Fotografia de Montevideo (CdF) — este último o mais importante núcleo da América Latina a reunir fotografia e patrimônio. A exposição inaugural, Capitais de Minas, vai ocupar a Alameda Travessia, da Praça da Liberdade onde ainda serão montados quatro telões para projeções de fotos e vídeos relacionados aos patrimônio material e imaterial do Brasil e também alusivos à memória do povo brasileiro.


Retrato em preto e branco de um homem com óculos e cabelo bem penteado, acompanhado de uma dedicatória manuscrita.

Destaque para o lançamento, no Museu Inimá de Paula, de “Descendo a rua da Bahia” — livro de cartas trocadas entre Drummond e Pedro Nava, que traz fotos e escritos inéditos, além de correspondência completa entre eles. O título do livro presta homenagem à famosa rua de BH onde os jovens escritores da geração modernista se reuniam.


Organizada por Eliane Vasconcellos e Matildes Demetrio dos Santos, a edição apresenta um conjunto de 63 cartas, cartões e pequenos bilhetes, além de poemas e crônicas, uma rica iconografia com cerca de 80 fotos, grande parte delas inédita e pertencente ao acervo pessoal dos dois escritores, entre outras novidades. Outra homenagem relativa aos 30 anos de morte do poeta itabirano é a exposição Crônicas da cidade — o cotidiano de Belo Horizonte sob o olhar de Carlos Drummond de Andrade (1930–34) que reúne acervo do Arquivo Público Mineiro e do Arquivo Público da Cidade. A mostra vai ficar em cartaz na área externa do anexo da Biblioteca Pública Estadual.


Para ver a programação completa, confira o site www.fotografiaepatrimonio.com.br


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Este artigo foi originalmente publicado na Revista Bravo! em Agosto/2017. O conteúdo faz parte do acervo de textos da autora e está sendo republicado aqui como registro de portfólio. Você pode conferir a publicação original neste link.

 
 
 

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